Estudo clínico Dabigatrana

Pradaxa anti-clotting capsules

A pedido do Dr. Bruno Caramelli, médico, professor universitário e pesquisador do InCor, da Faculdade de Medicina da USP posto aqui um estudo clínico sobre um novo anticoagulante (Dabigatrana) em pacientes com fibrilação atrial e mais de 70 anos de idade.

A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca mais comum, sua incidência aumenta com a idade e está independentemente associada com o risco de complicações neurológicas e de demência. Com o envelhecimento global da população, tanto a quantidade como a qualidade de vida são objetivos igualmente importantes e a preservação cognitiva e funcional a moeda mais valiosa.

O tratamento padrão para a prevenção das complicações neurovasculares da FA é a anticoagulação com a Varfarina, medicamento disponível há mais de 60 anos, que demonstrou-se eficaz e segura na prevenção de complicações neurovasculares em diversos subgrupos de pacientes com fibrilação atrial. Recentemente, novos medicamentos anticoagulantes foram desenvolvidos e mostraram-se pelo menos não-inferiores à Varfarina para a prevenção de acidente vascular cerebral. Estes medicamentos têm vantagens adicionais em relação à Varfarina por oferecer, uma terapêutica anticoagulante mais estável ao longo do tempo além de não sofrerem interferência da alimentação e do álcool. Esta maior estabilidade poderia ser responsável pelo oferecimento, aos pacientes com FA de períodos maiores de anticoagulação efetiva. Esta vantagem não seria identificada por desfechos maiores em dimensão como o acidente vascular cerebral, mas poderia ser evidenciada por desfechos igualmente importantes como o declínio cognitivo e funcional até então não analisados.

O estudo GIRAF é um ensaio clínico randomizado, prospectivo que visa avaliar o efeito de Dabigatrana (novo anticoagulante) em comparação à Varfarina sobre o declínio cognitivo e funcional em pacientes idosos com fibrilação atrial. Serão incluídos 200 pacientes com fibrilação atrial em dois centros no Hospital das clínicas da Faculdade de Medicina da USP e no Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da UFMG.

Serão incluídos pacientes com:

– Idade acima de 70 anos

– Diagnóstico de fibrilação atrial

– Sem história prévia de acidente vascular cerebral ou doença neurológica

Contato: mariana.matheus@incor.usp.br ou telefone (11) 26615376

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Aspirina a cada três dias reduz risco de infarto

O ácido acetilsalicílico (AAS), conhecido como aspirina, é utilizado para prevenir o infarto, a doença vascular periférica ou o acidente vascular cerebral (AVC). No entanto, o uso diário da aspirina costuma provocar complicações gastrointestinais nestes pacientes. Um estudo desenvolvido por pesquisadores brasileiros concluiu que tomar aspirina a cada três dias pode ser eficiente na prevenção dessas doenças e evita as complicações gastrointestinais.

O estudo foi coordenado por Gilberto De Nucci, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

— De uns 35 anos para cá, verificou-se que a aspirina tem um efeito benéfico seja no tratamento do infarto, seja como profilaxia do infarto. O problema de usar aspirina é que ela tem um efeito colateral importante, causando irritação no estômago. Essa irritação pode não dar sintomas e o paciente pode apresentar uma hemorragia gástrica — explicou.

O que se fazia até então para reduzir esses efeitos colaterais, segundo De Nucci, era reduzir a dose de aspirina.

O estudo, desenvolvido por cerca de um ano, teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Biolab Farmacêutica e foi publicado no The Journal of Clinical Pharmacology. A pesquisa O ácido acetilsalicílico evita que as plaquetas se agrupem e obstruam os vasos sanguíneos. Por isso é que popularmente se diz que o AAS “afina” o sangue.

Por outro lado, ao mesmo tempo, a aspirina atua na mucosa gástrica, diminuindo a produção de prostaglandinas — substâncias lipídicas que protegem o estômago e o intestino. Durante o estudo de doutorado de Plinio Minghin Freitas Ferreira, na USP, sob orientação de De Nucci, 24 voluntários sadios foram divididos em dois grupos. Metade deles recebeu AAS todos os dias durante um mês. A outra metade recebeu o medicamento a cada três dias e, no intervalo dos dias, apenas placebo (substância sem efeito direto em doenças, simulando um medicamento).

Neste período, os voluntários passaram por diversos exames como endoscopia, biópsia gástrica, teste de agregação plaquetária e medição do nível de prostaglandina, por exemplo.

— Quando fizemos esse estudo, verificamos que, quando tomada a aspirina de três em três dias a eficácia para prevenir a formação do trombo era a mesma. Entretanto, a produção de prostaglandina, quando se tomava (a aspirina) todo dia, havia redução de 50%. Quando tomava de três em três dias, não havia redução da produção de prostaglandina — disse o coordenador do estudo.

 

Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2016/08/tomar-aspirina-a-cada-tres-dias-reduz-risco-de-infarto-aponta-pesquisa-7346487.html

 

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Coração normal x Coração fibrilado

A fibrilação atrial é um tipo de arritmia cardíaca caracterizada pelo ritmo de batimento rápido e irregular dos átrios do coração.

A doença, de alta incidência na população mundial, acomete mais de 175 milhões de pessoas em todo mundo, sobretudo idosos.

Em seu estado normal (Ritmo Sinusal), o coração contrai ritmicamente, em consequência dos disparos elétricos de forma regular. Quando não há essa regularidade, ocorre uma perturbação do ritmo cardíaco, conhecida como arritmia. Se for rápida e totalmente irregular, pode estar relacionada à Fibrilação Atrial, cuja principal consequência é o aumento para o risco de um Acidente Vascular Cerebral (AVC/ Derrame).

Quem determinará o tratamento da fibrilação atrial, considerando o caso de cada paciente, será um especialista em arritmia cardíaca.

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Fonte: https://www.facebook.com/sobrac/?fref=nf

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Para descontrair

Para suportar a fibrilação atrial só com muito humor mesmo. O pessoal se presta, mas é bem assim, outro vídeo muito bom sobre o assunto.

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Espasmos hipnagógicos e fibrilação atrial

Espasmos hipna o quê??? E isso o que tem a ver com a fibrilação atrial? Não sei se existe alguma relação, mas vou relatar aqui o que me acontece muito seguidamente. Primeiro vamos ver o que é o espasmo hipnagógico.

Sabe quando você está pegando no sono e de repente sente o corpo dar um pulo ou sente que estivesse caindo? Esse pulo ou susto é chamado de espasmo hipnagógico em referência ao estado de mesmo nome — que é o período de transição entre a vigília e o sono — e produz um movimento muscular involuntário.

Segundo o Live Science, os espasmos musculares podem ocorrer espontaneamente ou podem ser induzidos por som, luz ou outros estímulos externos. Algumas pessoas relatam espasmos hipnagógicos acompanhados de alucinações, sonhos, sensação de queda, luzes brilhantes ou barulhos vindos de dentro da cabeça.

Esses espasmos do início do sono são bastante comuns, sendo que algumas pesquisas sugerem que 60 a 70% das pessoas os têm. Muita gente pode ser acometida pelos espasmos noturnos, mesmo sem saber, pois muitas vezes as contrações são facilmente esquecidas, especialmente se elas não acordam a pessoa.

Por que ocorre?

Alguns cientistas acreditam que certos fatores, como o stress, a ansiedade, a fadiga, a cafeína e a privação de sono, possam aumentar a frequência ou a gravidade dos espasmos hipnagógicos, mas ainda faltam pesquisas mais conclusivas sobre o assunto. Apesar de não ter um motivo principal pelo qual o fenômeno ocorre, os pesquisadores têm algumas teorias.

Uma hipótese diz que os espasmos são uma parte natural da transição do corpo da fase de alerta para a do adormecer, ocorrendo quando os nervos têm uma “falha de ignição” durante o processo.

Outra ideia popular tem uma abordagem mais evolutiva para os espasmos hipnagógicos, explicando que eles são um antigo reflexo primata para o relaxamento dos músculos durante o início do sono.

Alguns acreditam que a alma está se desprendendo do corpo para uma viagem durante o sono e volta muito rapidamente quando acordamos. Tem um texto muito interessante nessa página.

Dessa forma, o cérebro interpretaria essencialmente o relaxamento como um sinal de que o primata dormindo está caindo de uma árvore, fazendo com que os músculos reajam rapidamente. Até que faz sentido. E você, tem sempre esses espasmos quando está caindo no sono?

E a fibrilação atrial onde entra nessa história??

No meu caso tenho seguido esses espasmos e nem sabia que tinha um nome para isso. À noite, quando sobra um tempinho, eu gosto de assistir televisão. Normalmente já é bem tarde da noite (quando a TV está liberada… quem tem filhos pequenos vai entender) e me deito no sofá.

O que acontece é que muitas vezes eu dou aquela “dormidinha” e daí surgem os tais espamos. Não é sempre que acontece, mas quando ocorre, o coração fica disparado devido ao tal susto. Normalmente parece que estou caindo em buraco profundo e demora um tempo para passar esse efeito, e  então a queda parece bem grande. Esse disparo do coração, no meu caso, quase sempre leva a mais um episódio de fibrilação atrial. Algumas poucas vezes ele passa rápido, mas na maioria tenho que ir dormir sabendo que já estou fibrilado. É um pesadelo às avesas.

Agora é a vez de vocês contarem as suas experiências.

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Meu risco de ter um AVC

Olá pessoal, à medida que vamos ficando mais velhos a tendência é que doenças surjam na nossa trajetória. Umas mais simples, umas mais complicadas. Acredito que a maioria das pessoas que chegaram a essa página sofrem de fibrilação atrial. Pois bem, agora que cheguei aos “enta” um novo-velho problema aparece. Para quem não sabe existe uma “nota” que é calculada para determinar o risco de uma pessoa ter um AVC. Essa nota é baseada em diversos fatores, como diabetes, hipertensão, idade e etc. Como cheguei nos 40 a minha nota aumentou, o que nesse caso é ruim. Quanto menor a nota nesse caso melhor.

Segue minha nota abaixo. Para quem quiser calcular o seu risco, siga o link abaixo.

riskavc

Fontes:

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Mexam-se pessoal! O horário de verão está aí.

Olá pessoal, consultem seu cardiologista e verifiquem a possibilidade de fazer exercícios físicos, ao menos uma caminhada um pouco mais longa por exemplo. Por ter fibrilação atrial não significa abandonar as atividades físicas. Claro, cada caso é um caso, por isso a avaliação de um especialista é essencial.

No meu caso eu continuo a caminhar e correr, mas muitas vezes é beeem díficil de praticar atividade física fibrilado pois o cansaço e esgotamento chega bem mais rápido.

Os smartphones são grandes aliados para quem quer fazer um acompanhamento das suas atividades. Eu adquiri um a pouco tempo e uso de vez em quando para medir o tempo e a distância das minhas caminhadas e corridas. Como na maior parte das vezes eu faço o mesmo percurso, eu acabo não fazendo todos os registros, até por que para mim fica incômodo carregar o celular, além do risco de ser assaltado… fazer o quê é a triste realidade do nosso país.

Abaixo segue uma caminhada que fiz usando o RunKeeper:

runk

Uma grande parte do Brasil agora está com o horário de verão, que segue até Fevereiro. Os dias ficam mais compridos, então mexam-se, vão para rua, para os parques, caminhem, corram, respirem ar puro. Academia só se estiver chovendo.

Até o próximo post!

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MitraClip – Procedimento menos invasivo ao coração

Olá pessoal, achei essa reportagem abaixo interessante. Não está diretamente relacionado a arritmias, mas é sempre bom vermos o quanto a medicina avança diariamente.

A técnica MitraClip é usada no tratamento de insuficiência mitral.

O MitraClip é um catéter flexível em cuja ponta encontra-se uma espécie de prendedor de roupa em miniatura. Os médicos fazem um pequeno corte na veia femoral – aquela que atravessa a coxa – e introduzem ali um dispositivo de estrutura milimétrica, mas longo o suficiente para alcançar o coração (1m20cm de comprimento). Ao chegar à válvula mitral esfacelada do paciente, o clipe a grampeia, fazendo com que melhorasse a dinâmica do funcionamento do órgão, antes comprometido pelo fluxo anormal de sangue – em vez de ser bombeado para o organismo, como seria o habitual, o líquido volta para o pulmão, causando complicações. Todo o percurso do catéter é controlado por imagens de ultrassom.

Aprovada pela Anvisa, a tecnologia já ultrapassou o caráter experimental. O problema, agora, é o valor do procedimento, cerca de R$ 200 mil. Como é um método novo, os planos de saúde ainda não o cobrem.

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Reportagem completa pode ser lida aqui.

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Aprenda os sinais do AVC

Todos nós que sofremos com a fibrilação sabemos que temos 5 vezes mais chance de ter um AVC do que  pessoas que não tem o problema. Então, é fundamental que saibamos reconhecer quando uma pessoa está tendo um início de AVC. Repassem a informação para seus familiares e pessoas que convivem com você. É muito importante!

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Programa de descontos de medicamentos

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Olá pessoal, achei interessante um comentário aqui no blog sobre descontos de medicamentos e resolvi fazer um post para que as pessoas que não acompanham os comentários possam achar essa informação mais facilmente.

Para aqueles que tomam o Ritmonorm, basta fazer um cadastro no laboratório ABBOTT em https://abraceavida.com.br/cadastro. Após o cadastro basta ir nas drograrias com o seu CPF e informar que tem cadastro no respectivo laboratório. Os descontos podem chegar a 40%.

O Bayer tem desconto para o Xarelto. Faça seu cadastro em https://www.bayerparavoce.com.br/programa/como-funciona.aspx

Da Ache fica no link http://www.ache.com.br/Production/ProductType.aspx?ProductTypeId=4&id=produto

Coloquei apenas esses laboratórios, procure ver se o laboratório do seu medicamento oferece um programa de descontos.

Fonte: http://www.plugbr.net/como-cadastrar-nos-programas-cartao-desconto-dos-laboratorios-e-comprar-medicamentos-mais-barato/

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