MAPA

Primeiro post do ano! E o blog já está praticamente de aniversário e eu continuo com meu problema. Já estou mudando de ideia com relação à ablação pois está ficando insustentável esse problema. Depois de uma relativa melhora nos sintomas, os últimos dias (principalmente noites) tem sido bastante complicadas e estressantes. Fica difícil descansar à noite sentindo uma batedeira no coração o tempo inteiro. Ou quando não é o tempo inteiro, são as malditas extra sístoles que ficam me lembrando a todo tempo que uma nova fibrilação atrial está por se aproximar. No final das contas, acaba virando um círculo vicioso, pois quando eu estou bem, fico pensando: “mas até quando?”. Logo depois já me aparece mais um episódio! Todas noites tenho que acordar no meio da noite para urinar (que é um dos sintomas da fibrilação atrial). São raras as noites que eu consigo dormir uma noite inteira sem ficar fibrilado. E o pior é acordar pela manhã e sentir como se eu tivesse levantado toneladas do lado esquerdo do peito. A sensação de dor e peso do lado esquerdo é angustiante. Perto do meio-dia as coisas melhoram um pouco. Estou ficando cansado de tudo isso.

Resolvi marcar para a próxima segunda-feira (18/06/2012) um MAPA. O MAPA é o exame que mede a pressão arterial a cada 20 minutos durante 24 horas para a obtenção do registro da pressão arterial durante a vigília e o sono. Tem como objetivo analisar o comportamento da pressão arterial não somente durante a vigília e o sono, como também durante eventuais sintomas como tontura, dor no peito e desmaio. Além disso, possibilita a avaliação da eficácia do tratamento anti-hipertensivo. Suspeito que tenho pressão alta, normalmente tenho tido 14/8 e acho que isso pode ser um fator que contribuí para a fibrilação atrial.

O equipamento do MAPA é composto por um monitor leve e pequeno colocado na cintura e conectado por um tubo fino de plástico a uma braçadeira colocada no braço. Para não dificultar a movimentação do braço dominante, o equipamento, exceto quando existe alguma contra-indicação, é colocado no braço não dominante, assim, para os destros a braçadeira é colocada no braço esquerdo e vice-versa.

A cada 20 minutos o monitor insufla a braçadeira e registra a pressão obtida.

Após as 24 horas, o paciente retorna ao local do exame para retirada do equipamento. O monitor é conectado ao computador e um software especialmente construído para esta função desenha um gráfico das pressões registradas nas 24h.

Deve-se manter a atividade diária normal, exceto pelo banho, já que não se recomenda tirar o aparelho antes de 24hs.

Nunca fiz esse exame antes, mas parece muito parecido com o Holter que também tem que ficar com um aparelho 24hs pendurado só que é para monitorar o coração…

Vamos ver! Pretendo marcar uma nova consulta com meu cardiologista, já que faz praticamente 1 ano que não vou.

Até a próxima!

 

 

Categorias: Arritmias, Exames | Tags: | 10 Comentários

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10 opiniões sobre “MAPA

  1. HUGO

    Bom dia pessoal! Também tenho a tal da arritimia benigna! Porém os sintomas são insuportáveis – palpitações – batimento coração irregulares – desconfortos na altura do pescoço com falha no batimento do coração – é uma coisa horrível – frequência cardíaca 115bpm – o médico receitou o NEBILET – alguém já tomou? E realmente esses desconfortos sumiram o diminuíram? OBS: abuso dos refrigerantes – chocolates – neosoro descongestionante nasal. gostei do blog vou acompanhar.

    • Hugo, que bom que está gostando do blog. Esse remédio é para controle da pressão atrial? Seus episódios de arritmia são muito frequentes? Se sim é bom avaliar com seu médico o uso de um antiarrítmico. Também havia sido me recomendado não abusar de chocolates e etc… fiquei um tempão sem consumir e não adiantou nada, por isso hoje como chocolate sem medo, sei que vou ter arritmia de qualquer jeito independente do que comer ou tomar. Bom, isso deve variar de organismo para organismo. A única forma de eliminar o problema é com a ablação cardíaca.

  2. penalti eterno

    Boa noite colegas de FA. Minha primeira foi em 2001, depois 2004 e em 2009, 2010 uma porem em 2011 e 2012 virou diaria. procurei o dr dalmo nogueira que é o maior especialista em FA no brasil, ele quem trouxe a ablação para cá. diretor do dante pazaneze, já escreveu 5 livros sobre FA. paguei 400 reais a consulta de uma hora e meia. ele concluiu por todos exames que tinha feito que meu coração é sadio. deveria procura rum gastro pois o problema está no estomago, já que tenho refluxo gastrico. procurei o gastro e ele me disse que o estomago tb é consequencia assim como o dr dalmo falou. me recetio revotril para toma 20 gotas dia. começei hoje, vamos ver no que dá. se nãoi resolver volto no dr dalmo para a ablação…abraçso a todos

  3. Fabricio pinheiro lima

    Boa noite luis tive dois casos de fa revertidasvcom choque nos ultimos 10 meses e dia 17 de julho realizerei a ablação aqui no rio. Meus exames são excelentes inclusive corro 10 km todos os dias e tomo 200 mg de ancoron uma vez ao dia, tenho 37 anos e meu medico disse que é por isso que tenho que fazer para nao ficar preso ao ancoron. Eu estou com medo e duvidas pois de um evento de fa para o outro eu nao tomava amiodorona e desde meu segundo fa em fevereiro passei a tomar anti arritmico e nunca mais tive nada, será q realmente preciso realizar a ablação, e o medico falou quevdepois do procedimento irei para uti e todas as pessoas que leio na net que fizeram foram para o quarto logo apos, enfim tou com medo e duvidasaos milhares. Me de uma opiniao o que achas.

  4. Márcio Drummond

    Senhores(as),
    Tenho 34 anos e tive meu primeiro caso de FA há 3 anos atrás. Estava na minha casa, já havia finalizado o meu tão amado churrasco (confesso que ingeri algumas muitas cervejinhas) e, por volta das 23:00h, comecei à sentir um desconforto enorme. Nesse dia, quando medi minha pressão, variava abundantemente e chegou a registrar 20/10. Fui para o hospital e, através do Eletrocardiograma, detectaram uma enorme arritmia e, com isso, fiquei internado à noite toda. O médico me deu um anti-arrítmico e ficamos aguardando reverter o quadro. Passei à noite sem dormir com o monitor registrando meus batimentos variando de 70 à 160 bpm. Bom, já eram 8:00h da manhã e, como ainda não havia revertido, o médico indicou-me para o CTI. Coloquei a roupa e tudo e, ao chegar a maca para a transferência, o quadro reverteu como mágica. Resultado: Estava indo para o CTI e, após realizar outro Eletrocardiograma pela manhã, recebi alta hospitalar. Realmente inacreditável. Há uns 4 meses atrás, tive o segundo caso que demorou mais ou menos o mesmo tempo e, finalmente, reverteu novamente. Fiz holter, mapa, ecocardiograma e etc. Levei os resultados ao meu cardiologista e, por conclusão, não tenho problema algum no coração. Segundo ele, a FA que tenho, é causada por alterações geradas pelo meu sistema nervoso (stress, ansiedade, etc…) gerando descargas que culminam na FA. Dessa forma, iniciei um novo tratamento e tomo regularmente: Atenolol 25mg (Pressão) e Xarelto 20mg (anti-coagulante) e, de vez em quando, Apraz 0,5mg (anti-ansiolítico). Espero que, nessa nova fase, eu não tenha mais episódios de FA. O que desejo para mim, desejo à todos!

    Um forte abraço à todos!

    Márcio Drummond

    • Junior Bissaco

      Boa Tarde, ví seu comentário e me ví nele, pois tive depois de 7 anos sem nada, mais um episódio de arritmia sendo um total de 3. Tenho meus exames perfeitos, a médica diz que o problema é ansiedade e estou controlando com ALPRAZOLAN 0,25, RIVOTRIL (de vez enquando) e NEBILET 5mg.Acho q como todos fico muito tenso, pois a tal da arritmia parece q vai matar.Estou evitando certas coisas, mas a cervejinha continuo moderadamente.

      um forte abraço

      Junior

  5. José Carlos

    Luiz Fernando,
    Gostei do seu blog! Tbm tenho arritmias e as minhas são as “extra-sístoles”, que te confesso que me incomodam bem pouco. Quase não as sinto. Quando realizo exames como holter e esteira, elas sempre dão o ar da graça. Tbm quando estou muito ancioso, elas aparecem. Tento me manter sempre calmo. Enquanto isso, vou fazendo meus acompanhamentos com um cardiologista e tomando meu sotacor diariamente. Evito refrigerantes com cafeína, chocolates e só tomo café descafeinado. Com relação a ablação, se voce for fazer, procure médicos com muita experiência na realização do procedimento!! Riscos existem, mas as chances de ficar curado são bem maiores. Boa sorte!! mantenha-nos informados!! Abração

  6. Jair Augusto

    Prezado Luiz,

    Hoje conheci seu blog. Parabenizo-o pela iniciativa. Seus comentários, sempre muito bem escritos, são organizados e expostos de forma bastante didática.

    Tenho 32 anos e em outubro de 2011 fui internado com crise de fibrilação atrial. Foi um caso isolado, porém suficiente para mudar totalmente minha rotina de vida. Senti o coração bater de forma desorganizada após um jogo de tênis. Nunca mais tive coragem de voltar a fazer exercícios “mais intensos” (apenas caminhadas leves).

    O primeiro médico que me atendeu receitou o uso de antiarrítimicos e chegou a sugerir a realização do exame eletrofisiológico. À época, pesquisei muito sobre o assunto e até fiquei tranqüilo caso tivesse que realizá-lo.

    Não sei qual será sua opção, mas sei que os sintomas, sempre mencionados em seu blog, acarretam conseqüências psicológicas devastadoras. Imagino, por isso, todo o conjunto de emoções causado por por esse sentimento de angústia constante. Minha vida mudou por conta de um único evento. Acho que não teria estrutura suficiente para enfrentar episódios recorrentes.

    Pretendo acompanhar as atualizações do seu blog, torcendo para que fique livre desses sintomas o mais breve possível. Torço para que opte e receba o tratamento mais indicado, ainda que ele proporcione momentos de angústia e medo.

    Grande abraço,

    Jair

  7. Eu tive duas crises no intervalo de 7 anos, a última faz um mês e estou preocupado também. Tenho tomado atenolol 25mg, mas meu batimento foi para 65 em repouso. Enfim, estou preocupado e tenho me sentido mais lento. Acho que a ablação é um caminho a se pensar se as crises forem tão frequentes. Boa sorte e melhoras.

  8. Maria Cristina

    Luiz Fernando, fiquei muito triste ao ver que tu não estás bem. Acho que teu medo da ablação é comum, mas talvez seja esse o melhor caminho, Conheço várias pessoas que se submeteram ao procedimento e todas ficaram satisfeitas com o resultado. Confia na opinião do teu médico. Se ele acredita que teu caso é p/ ablação, vai em frente e resolve isso de uma vez!
    Boa sorte, e conta como foi teu mapa e a consulta que vais fazer.

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