Resultados de longo prazo da ablação ainda são desconhecidos

Um estudo publicado em Agosto de 2012 mostra que a ablação da fibrilção atrial mostra-se eficaz e segura ao final de 1 ano de seguimento, porém resultados de longo prazo ainda estão sendo estudados.

O estudo, que incluiu 224 pacientes com FA programados para cirurgia de revascularização do miocárdio ou cirurgia valvar, randomizados para realização ou não de ablação atrial cirúrgica (MAZE). O desfecho primário avaliado foi a determinação de ritmo sinusal ao holter 1 ano após MAZE (97% dos procedimentos foram realizados pelo crio-método), sendo 60,2% vs. 35,5%, respectivamente para o grupo MAZE vs. não intervenção, p=0,002. À análise de subgrupos determinou-se que o maior benefício ocorreu nos pacientes com FA persistente de longa duração. Não foi demonstrado aumento nas taxas de complicações peri-operatórias, nem tampouco diferenças em complicações clínicas ao final do seguimento. A fração de ejeção e a classe funcional não foram impactadas pela intervenção realizada.

Trata-se do maior estudo randomizado avaliando a ablação cirúrgica da FA com poucos critérios de exclusão, o que aumenta a reproducibilidade de seus achados em diferentes cenários. Além disso, efeitos deletérios outrora reportados do procedimento em estudo não foram demonstrados na presente análise. Os investigadores ressaltaram que pretendem seguir os pacientes por período de 5 anos com o intuito de determinar o real impacto da intervenção investigada na manutenção do ritmo sinusal a longo prazo.

Essa é uma das minhas dúvidas em relação à ablação. O que vai acontecer daqui a 5 anos? E daqui a 10? quem vai saber? Perguntei certa vez isso para o meu arritmologista e ele me respondeu que a ablação só traz benefícios. E que se eu ficar 5 anos sem fibrilar e se por acaso após esse tempo o problema voltar, foram 5 anos de sossego. Tenho que concordar, pois hoje fibrilo diariamente, esses dias fiquei uns 4 dias sem nenhuma fibrilação! Ficar 5 anos é um sonho!

Fonte: http://sbhci.org.br/ablacao-atrial/

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5 opiniões sobre “Resultados de longo prazo da ablação ainda são desconhecidos

  1. umberto

    O engraçado é que me deu uma ontem, estava andando pela rua levar um objeto perto do hospital aqui na minha cidade, o objetivo era voltar para casa fazendo um cooper de uns 4 km em alta perfomance(tenho 55 anos e fui atleta profissional)..A arritmia ocorreu 100 metros antes do hospital após uma extra-sistole, entrei no Hospital fui atendido de imediato após informar a situação, fui para o eletro e me deram uma dose de adenosina na veia. num segundo reverteu, medico do plantão informou eletrocardiograma normal e me liberou..Mas para tirar a duvida da situação da minha maquina, voltei fazendo o cooper e nada senti..Agora vou ver com meu cardiologista o que devo fazer..rs.rs..eita coisa chata esta arritmia..O problema que se perde qualidade de vida, não da nem para ir longe da cidade pois fica-se com duvidas se vai ocorrer ou não, e tomo o betabloqueador diariamente a 4 anos.

  2. umberto

    Eu tenho arritmia supra ventricular 1x a cada ano e tenho que ir ao hospital omat injeção de adenosina para reverter..Tomo incoril AP 120.. Meu médido que é amigo particular quer me encaminhar para uma ablação.Não tenho resrrição alguma, ainda pratico esportes 3x por semana..vale a pena esta abração com poucos casos recorrentes

    • Boa pergunta… se a sua arritmia é considerada grave acredito que a ablação deve ser feita. Agora, se não for grave, ocorre pouco e sem maiores consequências, acho desnecessário. Tenho percebido que muitos médicos já estão colocando a ablação como solução das arritmias em primeiro lugar, antes mesmo da medicação. Muitas pessoas não querem tomar medicamentos, ou ainda possuem alguma restrição no uso dos mesmos, então, nesses casos, o procedimento parece ser a melhor alternativa. Para quem tem fibrilação atrial como eu também é a melhor solução. O procedimento está em constante evolução e os riscos são baixos, além de ter uma taxa alta de cura (acima de 90% dependendo da pessoa). Mas é sempre bom procurar a opinião de outros especialistas. Eu já fui em 7 cardiologistas. No meu caso em particular (tenho FA paroxística quase todos os dias e bastante sintomática) a ablação é a última carta da manga…

  3. Também achei estranho não ter pesquisas a longo prazo dos pacientes. Essas informações que coloquei no blog são oriundas das pesquisas que foram apresentadas em congressos médicos, então acredito que tenham credibilidade. O meu médico também não sabe informar resultados de 5 anos pós ablação. Fico sabendo de caso pontuais com este que você relatou sobre a ablação de sua amiga feita em 1996.

    A conclusão que estou chegando é que as pessoas fazem ablação, ficam boas, esquecem do problema, e não fazem mais acompanhamento médico. Ou fazem e os médicos não dão muita importância por ser um procedimento comum e não muito grande como um transplante de coração/pulmão por exemplo.

  4. ivon baldrighi

    segundo todos os medicos eletrofisiologistas que passei (não foram poucos) o procedimento de ablação por cateter começou em 1982, há 30 anos. Tenho uma amiga que fez ablação em 1996 e até agora está vivendo sem problemas. Então se começou em 1982 não é possivel que não se possa fazer um estudo de pelo menos 15 anos pós ablação. Basta levantar a ficha das pessoas que fizeram ablação nos nos hospitais e entrar em contato com elas. Entendo que o laboratorio que vende ritmonorm a R$ 2,00 o comprimido é interessante que a ablação não fique popular. Vai matar a galinha dos ovos de ouro. É preciso tomar cuidado com informações que aparecem na internet. Por isso sempre pergunto aos meus medicos. Por outro lado faz 1 mes e meio que fiz a minha ablação e até agora nem extrassistole sinto mais. Para quem tinha 2 ou 3 por dia isso é um milagre. E os medicos falaram que os 10% cuja FA volta, basta fazer mais uns ajustes e adeus FA. Se a minha voltar, ablação de novo…Abraços…

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