Aumentam registros de superbactérias em hospitais de Porto Alegre

A maioria de nós, portadores de FA, alguma vez já passamos pela emergência de um hospital para reverter a fibrilação através de medicamento intravenoso ou para fazer uma cardioversão (choque-elétrico no peito).

Já os que fazem o procedimento de ablação também frequentam a UTI por pelo menos uns 2 ou 3 dias para monitoramento e recuperação.

O ideal é ficar o menor tempo possível dentro de um ambiente hospitalar para evitarmos o risco de pegar alguma infecção. Claro que a maioria das pessoas que adquirem uma infecção já estão muito debilitadas, mas melhor previnir do remediar…

Em Porto Alegre, dobrou do ano passado (2012) para cá o número de casos diagnosticados de infecção hospitalar pelas duas mais agressivas superbactérias, a KPC e a NDM-1. Elas atacam sobretudo pacientes debilitados e internados em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI).  No Rio Grande do Sul foram notificados 422 casos de contaminação em hospitais por germes em 2012 e em 2013 (até Outubro) são 408. Já em Porto Alegre esse número foi de 78 em 2012 e de 160 em 2013.

Uma das explicações para o número de casos relatados de infecção ter subido em Porto Alegre pode ser, paradoxalmente, que os hospitais começaram a fazer relatos mais precisos. Ou seja, tanto a infecção pode ter aumentado como outro fenômeno ter ocorrido: mais rigor nas notificações.

A saúde pública no Brasil é caótica, a superlotação e a demora por leito só tendem a subir esses números. Faltam hospitais e postos de saúde. Muitas pessoas procuram a emergência de grandes hospitais nas capitais por não serem devidamente atendidos em seus municípios de origem devido a falta de estrutura e condições dos hospitais e postos locais.A superlotação é inevitável. Vejo aqui em Porto Alegre cerca de 80% dos pacientes atendidos são de outros municípios.

Se o governo e as empresas empregassem a mesma vontade e dinheiro que estão usando para organizar essa tal de copa do mundo e olimpíadas na saúde, com certeza ia diminuir o sofrimento das pessoas.

As superbactérias são micro-organismos que, por mutação genética, adquiriram mecanismos de resistência a antibióticos. Isso eleva o custo de tratamento: os antibióticos disponíveis são caros e custam cerca de R$ 1,4 mil ao dia. Entre os que desenvolvem infecção hospitalar nas UTIs, a mortalidade chega a até 50%, na maioria dos hospitais.

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Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2013/11/dobram-registros-de-superbacterias-em-hospitais-de-porto-alegre-4348716.html

Categorias: Uncategorized | 1 Comentário

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Uma opinião sobre “Aumentam registros de superbactérias em hospitais de Porto Alegre

  1. Enio Martins

    Uma coisa que também é importante numa UTI é a higiene bucal que raramente é feita nesta unidades e a boca mal higienizada se torna um foco de bactérias.
    Nas duas vezes em que fiquei internado por causa da FA tive que solicitar enxague bucal apos as refeições, ja que não podia escovar os dentes, Se não solicitasse os técnicos de enfermagem não me davam.

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