Novas diretrizes americanas para o colesterol

Agora é a vez da associação do coração americano publicar uma revisão nas diretrizes do colesterol. A sociedade brasileira recentemente publicou uma revisão que mencionei no post https://blogdofibrilado.wordpress.com/2013/09/30/nova-diretriz-para-limites-do-colesterol-no-sangue/ .

Quase ninguém escapa da nova revisão americana: todas as pessoas com mais de 7,5% de chance de sofrer ataque cardíaco ou derrame cerebral nos próximos 10 anos já devem ser medicadas, de acordo com as orientações. Antes, somente as pessoas com risco acima de 20% entravam no grupo das que tomavam o medicamento.

Essa revisão até parece ter sido encomendada pela indústria farmacêutica… querem todo mundo compre e todo medicamento para aumentar seus lucros… só pode ser isso! Todo mundo tomando estatinas (medicamento para reduzir o colesterol). Agora sim, quem já não se preocupava muito com o seu colesterol não vai se preocupar em mudar seus hábitos e praticar exercícios físicos por exemplo…

O documento tem gerado reações controversas. Uma reportagem do jornal The New York Times discutiu uma possível supervalorização dos fatores de risco, o que levaria milhões de pessoas a serem tratadas com medicamento sem necessidade real. Aqui no Brasil, a polêmica chegou por meio da coluna do médico Drauzio Varella, publicada no último sábado, no jornal Folha de S. Paulo. O médico questiona “a obsessão para abaixar o colesterol às custas de remédio” e pede para que todos os brasileiros de boa saúde que tomam medicamento conversem com seu médico.

A metas de LDL no sangue são um dos pontos centrais na polêmica americana. Pela nova diretriz, não é mais preciso estabelecer um índice ideal de colesterol e sim apostar somente em uma redução drástica, sem determinar números precisos. Dependendo do caso, a recomendação pode ser reduzir pela metade os índices.

Os americanos também alteraram a forma de calcular os riscos de desenvolver doenças cardíacas, sofrer um infarto ou um derrame. Novos fatores foram acrescentados ao escore, como o sexo, a raça, e uma investigação mais ampla do histórico familiar do paciente. Por consequência, mais pessoas passam a se enquadrar na faixa de risco.

Apesar das discussões sobre os limites para a prescrição da estatina, os especialistas são unânimes em afirmar: sozinha, ela não faz milagre. Não basta tomar remédio se não manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos e reduzir o peso.

Para quem quiser mais detalhes sobre as revisões podem consultar os links da American Heart Association e da American College of Cardiology.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/12/novas-diretrizes-americanas-tornam-mais-severos-os-fatores-de-risco-para-o-colesterol-4352492.html

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