Mitos e verdades sobre riscos para doenças cardíacas

O que eu acho engraçado sobre esse assunto é que os mitos e verdades a cada ano vão mudando. O ovo já foi culpado uma série de vezes, agora ele não é mais. O chocolate (não mencionado abaixo) também já foi de vilão a herói. Entendo que as pesquisas evoluem com o passar dos anos, mas para os mais atentos fica bem confuso.

Minha receita para tentar levar uma vida saúdavel é a prática regular de exercício, meditação, alimentação saúdavel com um mínimo de produtos industrializados e procurar não se estressar (talvez o item mais difícil dessa lista). Mas tudo depende muito do organismo de cada um, conehço pessoas com mais de 80 anos que nunca se cuidaram durante a vida e estão com mais saúde do que eu…

VERDADES

Exercícios físicos

Não há dúvidas de que exercícios físicos fazem bem à saúde: eles proporcionam um gasto calórico e trazem uma série de benefícios que promovem, inclusive, a redução da mortalidade. A recomendação é de que se pratique no mínimo 150 minutos de atividade física por semana, divididos em cinco sessões de 30 minutos. Para as pessoas que já portam alguma doença cardíaca o médico deve ser consultado sobre a intensidade desses exercícios. No geral, uma boa caminhada resolve para a maioria dos casos.

Vinho

Pesquisas já comprovaram os benefícios do vinho na prevenção de doenças. Um dos principais componentes da bebida, o resveratrol, possui antioxidante e é capaz de “evitar formação coágulos nas artérias”, prevenindo doenças cardíacas. A dose recomendada é um cálice por dia. Na medida em que se aumenta a quantidade, perde-se o benefício. Para quem não é adepto ao consumo de alcool como eu, as mesmas substâncias também podem ser encontradas no chá verde, na maçã e na casca da uva.

Diabetes

Controlar o açúcar do sangue reduz o risco de doenças do coração. O diabetes acelera o depósito de gorduras nas artérias, provocando complicações.

Estresse

É quase como o gatilho de inclusão de uma doença. O corpo é preparado para reagir prontamente a situações de emergência e perigo, a partir de adaptações como aumento de pressão arterial, hormônios (adrenalina) e frequência cardíaca. O estresse pode estimular o corpo de forma exagerada e muito constante, o que pode prejudicar a saúde.

 

MITOS

Toda a culpa na alimentação

De uma maneira errada, as pessoas acham que o grande componente para se elevar o colesterol é comer de forma errada. Na verdade, o grande vilão é o erro de metabolismo. Ou seja, se o paciente tiver história familiar de pessoas com colesterol elevado, é um erro de metabolismo, um fator hereditário, onde o metabolismo do colesterol não é adequado e faz com que o colesterol fique elevado.

Ovo faz mal à saúde

Pesquisas modernas mostram que o ovo não aumenta o colesterol, desde que não seja frito. Qualquer pessoa pode comer de dois a quatro ovos por semana.

Salvação por vitaminas

A vitamina E tem sido muito procurada como uma aposta de redução de riscos cardíacos. Não há nada provado até hoje que tem benefício, como se previa no passado.

Comer doce é prejudicial para o colesterol

Doce não aumenta o colesterol, a não ser que tenha gordura trans em seu ingrediente ou gordura saturada. O açúcar em si não gera colesterol. O que acontece é que o açúcar pode provocar aumento de peso, alterando o processo metabólico do indivíduo como um todo e isso pode gerar aumento dos triglicerídios e a redução do HDL, que é a fração protetora do colesterol. O que eu acho engraçado é que a maioria das embalagens dos doces em geral vem com aquela tabelinha com informações nutricionais e que para o item gordura trans aparece sempre 0%. Desde que se começou a falar nisso desapareceu a gordura trans inclusive das bolachas recheadas… o negócio é ficar de olho e procurar comer menos coisas industrializadas.

 

EM DISCUSSÃO

Níveis ideais de LDL, o colesterol ruim

Estudos divergem sobre o quanto é necessário baixar o colesterol ruim, o LDL. Antes, se achava que abaixo de 130 mg/dl em uma pessoa que tinha alguns fatores de risco era suficiente. Depois, estudos mostraram que este número deveria ser abaixo de 100 mg/dl e que assim se conseguiria melhorar, inclusive, a mortalidade, e têm estudos mais recentes com as estatinas, — medicações que baixam o colesterol —, mostrando que ter abaixo de 70 mg/dl de LDL são os mais seguros. As diretrizes brasileiras adotam a meta de 70 mg/dl. A sociedade americana de cardiologia, agora quer extinguir qualquer meta.

Uso de medicamento para o controle

Medicamentos à base de estatina são considerados um dos maiores avanços da medicina nos últimos 20 anos, em termos de prevenção secundária (quando o indivíduo já teve infarto ou acidente vascular cerebral, por exemplo). O maior embate reside na prevenção primária, que inclui o indivíduo que não tem doença nem sintomas. Ou seja, a grande questão hoje é se o paciente de baixo risco precisa tomar estatina.

Manteiga x margarina

Este é um duelo antigo, sem consenso. A manteiga possui gordura animal saturada, que é uma das fontes que eleva o colesterol. Os ácidos graxos poli-insaturados, geralmente de origem vegetal, como os azeites e os monoinsaturados, que são os melhores, como azeite de oliva e abacate, são saudáveis. Mas para a fabricação da margarina, o óleo de soja, por exemplo, precisa ser saturado e, assim, perde seus benefícios e passa a ter uma fonte também de gordura saturada, que não é benéfica. A manteiga e a margarina podem ter, muitas vezes, a mesma quantidade de gordura saturada.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/12/saiba-quais-sao-os-mitos-e-verdades-sobre-riscos-para-doencas-cardiacas-4352536.html

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