Ablação da Jeanne

Ablação de Jeanne Amorim em Abril de 2013

E 2 anos se passaram…

Criei o blog no período da minha ablação e acabei esquecendo de continuar postando os outros dias rsrsrs…
Na verdade aconteceu tanta coisa que a última coisa que lembrei foi de continuar a escrever, peço perdão aos que acessaram=(.
Bom gente, como podem ver, sobrevivi a ablação rsrsrs… Porém não vou dizer que a recuperação foi a melhor coisa do mundo, no meu caso.
Depois do procedimento fiquei internada por 24h, não precisei ir pra UTI, graças a Deus! Geralmente o médico encaminha pra ficar em observação, nada demais!
Fiquei com o pescoço dolorido e um pouco inchadinho e a virilha bem dolorida, pois fizeram por esses lugares. Foi encontrado 3 focos, sendo que dois foram corrigidos.
O médico passou um medicamento para o coração e um gelzinho pra passar nos lugares doloridos que depois ficaram bem roxos. Tive que ficar em repouso alguns dias, sem fazer esforço nenhum!
Com o passar dos dias percebi que o remédio não estava me fazendo bem (gente, não lembro o nome do medicamento, mas mesmo se lembrasse acho que nem ia falar por que isso é muito relativo, o que não funcionou pra mim pode funcionar pra vc, então, confie no seu médico!), ficava sentindo umas arritmias horríveis, me dava falta de ar, era horrível, ficava andando de um lado para o outro pra ver se melhorava. Liguei para o meu médico e ele mandou suspender a medicação imediatamente!
Só que… gente sou medrosa demais pra essas coisas. Como a sensação era ruim e dá uma insegurança, pois sabemos que não dá pra controlar o coração né, ele bate por ele mesmo. Eu ficava com muito medo de ter um treco, sei lá e de vez enquando começou a me dar taquicardia, mesmo depois que parei com a medicação, meu peito tremia de tão rápido, pensava que ia morrer. Fui ao médico, ele passou alguns exames e estava tudo normal! Ele conversou comigo, disse pra eu ficar calma que eu estava bem!
Mas quem disse que eu fiquei calma! Chegou o dia do meu aniversário, em março e quando estava prestes a sair de casa comecei a sentir a taqui, estava bem ansiosa por ser meu aniversario e aio mesmo tempo com medo de passar mal. Dito e certo! Ao envés de tentar me acalmar, fui e tomei o maldito remédio!Putz!
Conclusão, quando foi no final da manhã comecei a sentir as arritmias e pedi pro meu  arido me levar para a emergência. Chegando lá o médico disse que estava com bloqueio de não sei o que lá de segundo grau, me internaram. Tentei explicar que tinha sido o remédio que havia tomado, mas eles achavam que havia algo mais. Pedi pro meu marido contactar meu médico, que não pôde ir naquele dia.
Depois de fazer alguns exames o médico que me atendeu na hora disse que achava que eu era caso de marcapasso! Pense no meu desespero!!!Comecei a chorar e disse que não ia mais fazer exame nenhum! No outro dia meu médico chegou e graças a Deus resolveu tudo! Nisso já não estava sentindo nada, só umas pequenas pausas que me incomodavam, mas que não era nada demais, fiz um eletro e tive alta!
Depois desse episódio, fui na consulta com meu médico que conversou duramente comigo. Disse que se eu não me acalmasse e parasse de colocar minhoca na cabeça iam acabar colocando um marcapasso em mim sem nenhuma necessidade (hoje sei que ele estava coberto de razão!), chorava e dizia que era horrível, que me sentia insegura, que parecia que não era o meu coração e blá blá blá…
Na verdade tudo isso era insegurança minha, meu coração estava ótimo, tirando as pausasinhas (o médico passou um medicamento pra elas pararem), estava tudo perfeito.
Pois bem, passado alguns meses, percebi que as taquicardias estavam me bloqueando. Se sentisse uma taquicardia dentro do ônibus, batia um desespero e eu não andava mais de ônibus, chegou a esse ponto! Não ia a reunião de família porque começava a passar mal, enfim… Costumava cantar na igreja até que durante uma música senti a taqui, nunca mais subi pra cantar de novo.
Conversando com uma tia minha que é psicologa, ela me disse que eu poderia ter desenvolvido algum transtorno de ansiedade, não só pelo pós procedimento (na verdade pelo meu medo no pós procedimento), mas por outros motivos.
Procurei então um psiquiatra , expliquei pra ele toooodo meu histórico e ele me deu a notícia que de certa forma sabia que iria ouvir, eu tinha desenvolvido uma síndrome do Pânico. Pois é…
Hoje faço tratamento, graças a Deus, desde que comecei nunca mais senti taquicardia e nem as pausasinhas (não tomo mais o remédio que o medico havia me receitado pra elas). Vivo bem, voltei a fazer minhas atividades normalmente, ando de ônibus quando é preciso, canto na igreja, vou nas reuniões de família, etc.
Na verdade tudo isso aconteceu por puro medo da minha parte, então se você vai se submeter a um procedimento como esse da Ablação, não tenha medo, confie em Deus, confie no seu médico e faça tudo direitinho! Hoje sei que minha Ablação foi maravilhosa, só não tive um pós procedimento tão bom por causa do meu medo e insegurança, mas graças a deus isso está sendo resolvido.
Espero ter ajudado a você leitor, que de alguma forma parou aqui pra saber sobre minha experiência. Antes de fazer a Ablação pesquisei muito e li muito testemunho de pessoas que fizeram e isso me ajudou bastante!

Fonte: http://diariodeablacao.blogspot.com.br/2015/04/e-2-anos-se-passaram.html#comment-form

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