O que é Fibrilação Atrial?

O que é Fibrilação Atrial?

A Fibrilação Atrial é o distúrbio mais comum do ritmo cardíaco (arritmia) no mundo todo. Essa grave arritmia faz com que as câmaras superiores do coração (os átrios) tremam ao invés de contrair-se de forma eficaz, o que resulta no mau bombeamento do sangue para fora do átrio. Isso, por sua vez, causa a união das partículas sanguíneas, o que pode levar à formação de coágulos. Esses coágulos podem chegar ao cérebro, bloquear uma artéria e interromper o suprimento sanguíneo cerebral, causando um AVC grave e frequentemente fatal. A FA aumenta o risco de derrame isquêmico (AVC causado por um coágulo sanguíneo) fatal ou com potencial para gerar debilidade de até 500%.

Causas

Pressão sanguínea alta, falhas das válvulas cardíacas, doença reumática do coração e diabetes. Fatores como hábitos alimentares, estilo de vida, estresse emocional e físico e consumo excessivo de cafeína, álcool ou drogas podem também contribuir com o risco de desenvolvimento de FA.

Sintomas

Um sinal de fácil identificação da FA é a pulsação irregular. Entretanto, muitas pessoas com FA são assintomáticas ou apresentam sintomas não específicos e vagos.

O sintoma mais comum da Fibrilação atrial são: tremores ou batimentos cardíacos irregulares.

Às vezes, pacientes com Fibrilação Atrial podem não ter sintomas e a sua doença é encontrada esporadicamente em um exame médico, durante o exame físico. Por outro lado, outros pacientes podem experimentar um ou mais dos seguintes sintomas:

  • Fadiga geral;
  • Batimentos cardíacos rápidos e irregulares (palpitações);
  • Vibração ou “pancada” no peito;
  • Tontura;
  • Falta de ar e ansiedade;
  • Fraqueza;
  • Desmaios ou confusão;
  • A fadiga no exercício;
  • Sudorese;
  • Dor ou pressão no peito – que pode simular, assemelhar-se ao infarto ou ser, realmente, um infarto.

Tipos

  1. Inicial: A inicial ou novo diagnóstico refere-se à primeira vez em que é feito o diagnóstico ou ao diagnóstico de novos episódios.
  2. Paroxística: é aquela que termina espontaneamente, sem ação de fármacos ou necessidade de cardioversão (CV) elétrica (um tipo de tratamento). Geralmente são episódios que duram menos de 7 dias, freqüentemente menos que 24 horas, podendo ou não apresentar recorrências.
  3. Persistente: A persistente é aquela que se instala e não se interrompe, a menos que seja realizada cardioversão elétrica ou com medicamentos. Normalmente são episódios que duram mais de 7 dias e também podem ou não recorrer. Incluída nesta categoria é a FA com duração superior a 1 ano, chamada de FA persistente de longa duração.
  4. Permanente: é aquela FA onde as tentativas de reversão falharam ou na qual se fez a opção por não tentar a reversão da arritmia. Entretanto, apesar das três formas de FA serem distintas entre si, é possível que um paciente migre de uma forma para outra.

Como a Fibrilação Atrial pode afetar sua vida?

Um paciente com FA pode PARECER bem, muito embora se sinta MUITO MAL. A FA pode afetar muitos aspectos da vida do paciente:

  • bem-estar emocional (causa de depressão);
  • independência;
  • profissão;
  • finanças;
  • vida social;
  • esportes/atividades;
  • viagens;
  • relacionamentos;
  • em alguns casos, o derrame vem após o diagnóstico de FA.

Qual é a probabilidade de uma pessoa apresentar Fibrilação Atrial?

A probabilidade de uma pessoa apresentar FA aumenta com a idade. Após os 40 anos, o risco de desenvolver FA é de 1 em 4.

Fatores de Risco

Certos fatores podem aumentar o risco de desenvolver fibrilação atrial:

  • Idade: Quanto mais velho você é, maior o risco de desenvolver fibrilação atrial.
  • Doença cardíaca. Qualquer pessoa com doença cardíaca – como problemas cardíacos de válvulas, cardiopatias congênitas, insuficiência cardíaca congestiva, doença arterial coronariana, ou um histórico de ataque cardíaco ou cirurgia cardíaca – tem um risco aumentado de fibrilação atrial.
  • Pressão alta. Ter pressão alta, especialmente se não for bem controlada com mudanças de estilo de vida ou medicações, pode aumentar o risco de fibrilação atrial.
  • Outras condições crônicas. Pessoas com certas condições crônicas, como problemas de tireoide, apnéia do sono, síndrome metabólica, diabetes, doença renal crônica ou doença pulmonar têm um risco aumentado de fibrilação atrial.
  • O consumo de álcool. Para algumas pessoas, o consumo de álcool pode desencadear um episódio de fibrilação atrial. “Binge drinking”, que seria o nosso famoso “Porre de álcool”, pode colocá-lo em um risco ainda maior.
  • Obesidade. As pessoas que são obesas têm um risco maior de desenvolver fibrilação atrial.
  • História de família. Um aumento do risco de fibrilação atrial está presente em algumas famílias.

Complicações da Fibrilação Atrial

Acidente Vascular Cerebral – AVC.

Na fibrilação atrial, o ritmo caótico pode causar acúmulo de sangue nas câmaras superiores do seu coração (átrios) e formar coágulos. Se se forma um coágulo de sangue, que poderia desalojar de seu coração e viajar para o seu cérebro. Lá pode bloquear o fluxo de sangue, causando um acidente vascular cerebral.

O risco de AVC em pacientes com fibrilação atrial depende de sua idade (risco aumenta com a idade) e se você tem pressão arterial elevada, diabetes, história de insuficiência cardíaca ou acidente vascular cerebral anterior, e outros fatores.

Certos medicamentos, tais como anticoagulantes do sangue, pode reduzir muito o risco de acidente vascular cerebral ou a danos a outros órgãos causados por coágulos sanguíneos.

Insuficiência cardíaca.

A fibrilação atrial, especialmente se não for controlada, pode enfraquecer o coração e levar à insuficiência cardíaca – uma condição em que o coração não pode circular o sangue suficiente para atender às necessidades do seu corpo.

O Tratamento da Fibrilação Atrial

    1. Choques elétricos para restaurar o ritmo normal do seu coração;
    2. Medicamentos de uso contínuo e diário

  • Diminuir o batimento cardíaco irregular. Estes fármacos podem incluir beta-bloqueadores, bloqueadores do canal de cálcio, e digoxina.
  • Prevenir a volta da fibrilação atrial. Estas drogas funcionam bem em muitas pessoas, mas podem ter efeitos secundários graves. A fibrilação atrial retorna em muitas pessoas, mesmo enquanto estão a tomar estes medicamentos.

3. Ablação da Fibrilação Atrial: Um procedimento chamado ablação por radiofreqüência pode ser usado em áreas de cicatriz em seu coração, onde os problemas de ritmo cardíaco são acionados. Isto pode evitar que os sinais eléctricos anormais que causam a fibrilação atrial espalhem-se pelo seu coração. Você pode precisar de um marcapasso cardíaco após este procedimento.

Qual é o número de pessoas com Fibrilação Atrial?

A FA afeta mais de 6 milhões de pessoas na Europa, mais de 5 milhões nos EUA, quase 2 milhões entre Brasil e Venezuela, até 8 milhões na China e mais de 800.000 pessoas no Japão. Esses números devem elevar-se 2,5 vezes até 2050 devido ao aumento da média de idade da população, à maior sobrevivência das pessoas que apresentam condições que predispõem à FA (ataque cardíaco, por exemplo) e à maior incidência da própria FA. De forma alarmante, a FA ainda é negligenciada e fica sem tratamento, embora seja a causa de AVCs graves, muitos dos quais poderiam ser evitados.

Fontes:

1 Comentário

Uma opinião sobre “O que é Fibrilação Atrial?

  1. JOÃO DE SOUSA BANDEIRA

    Uma sugestão para os portadores da fibrilação atrial desse blog, é que os mesmos possam fazerem relatos a respeito de suas experiências com tratamento farmacológicos utilizando o Ritmonorm ou Ancoron ( amiodarona ) qual desses dois medicamentos são mais efetivos na prevenção de crise da fibrilação ? Minha experiência com o Ritmonorm tem sido boa, apesar de ter feito duas ablações e não fiquei curado. Hoje tomando o ritmonorm sinto extrassístoles e nos últimos dias ando sentido aqueles disparos (acho que o inicio da fibrilação 10 a 20 segundos depois volta ao normal). Tenho 47 anos e moro em João Pessoa – Paraíba

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